A mesma luta

por Edson Almeida em 31 de Outubro de 2014 14:27

Espera-se que, depois da rodada deste final de semana, continuemos tendo chances de classificação, até com melhores possibilidades, o que implicará na conquista de pontos de Bahia contra o Palmeiras e Vitória diante do Grêmio. O Bahia, cujas possibilidades são maiores, porque joga dentro de seus domínios contra um adversário que também não anda muito bem, mesmo que ganhe não vai sair da zona do rebaixamento e o Vitória, ao contrário, por jogar fora contra um pretendente ao G-4, mesmo que perca ainda poderá continuar fora do maldito grupo, se os visinhos de infortúnio Botafogo e Coritiba não vencerem.
         
Aliado a isso, o futebol brasileiro continua envolvido em sérios problemas, mesmo depois de realizadas as eleições: as divergências entre o Bom Senso FC e os dirigentes continuam se concentrando basicamente em três pontos: o teto para gastos com folha de pagamento, a implantação de uma comissão na CBF para fiscalizar as contas dos clubes e o prazo para início de punições a quem não cumprir a lei.
         
O ideal é que os clubes não gastem mais do que 70% de seu orçamento com o futebol, que seja postulada uma divisão mais equilibrada das cotas das entidades de prática desportiva, que a comissão da CBF seja constituída até o final do ano e que comecem logo a valer sanções aos dirigentes que atrasam salários, que dilapidam os recursos dos clubes, que não realizam políticas financeiras equilibradas em suas gestões.
         
Pior de tudo é que, até uma semana antes das eleições, quando não se sabia quem seria sufragado para dirigir o país, deputados da situação e da oposição pareciam encampar uma grande cruzada para reorganizar o futebol e implantar uma política séria e voltada para o progresso, estabelecendo-se práticas de comportamento que pudessem alavancar as diversas instituições em todas as regiões do país.
         
Agora, contados os votos, o ódio se materializa como bandeira de perdedores e vencedores e, assim, o futebol, que tem sido uma extraordinária mola propulsora da própria economia, agoniza nas mãos de políticos oportunistas – e no nosso caso, se Bahia e Vitória caírem para a segunda divisão, o desalento será muito maior, com efeitos de irreparável catástrofe.

Edson Almeida* é comentarista esportivo do Galáticos na Itapoan FM


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