Blecaute

por Edson Almeida em 09 de Dezembro de 2014 13:16

É uma pena que a luz que manteria o Bahia na primeira divisão, vista por um torcedor que bateu recorde de audiência na programação esportiva da TV, tenha se apagado da metade pro fim dos jogos do domingo, que determinaram a caída do nosso futebol mais uma vez para a segunda divisão.  

O Vitória, que tem sido exemplo de coisas ruins, sempre teve a morte anunciada por todos. Mas o Tricolor, não. Foram injetadas superstições de todo tipo, tentando-se apagar sua igual fragilidade durante toda a competição.

Essas observações servem para baixar a arrogância de nossos dirigentes, que muitas vezes debocham das opiniões dos cronistas sérios e preferem o oba-oba de quem dorme à sombra de feitos do passado.

O Bahia, por exemplo, implantou uma democracia sem o menor preparo para enfrentar os novos tempos. Os seus dirigentes erraram de toda a sorte. Tripudiaram com a imprensa no tal episódio do jabá, prometeram fundos e mundos aos torcedores, disseram que até já estavam com encontros marcados com clubes famosos do exterior para firmar parcerias de repercussão internacional.  

Os novos cartolas não tiveram idéias (nem comprometimento) de preservar luzidias as duas estrelas conquistadas no Século passado. Pensavam que era só estalar os dedos e os títulos e glórias aconteceriam em profusão. Mas de bom mesmo só permanece a torcida, que é uma das maiores e mais vibrantes do país.  Administrativamente configura-se uma massa falida, com salários sempre atrasados e contas a ajustar com os credores e o Fisco.   
      
O Vitória, menos amado pela mídia e pouco exigido pela sociedade, se contentou com um bom campeonato brasileiro de 2014, quem pode ter acontecido pelo acaso, praticamente não se robusteceu para a nova temporada e acabou perdendo todos os campeonatos que disputou, do profissional ao fraldinha, diminuindo até de forma considerável a força de sua base, que sempre foi um dos poucos orgulhos para os torcedores rubro-negros.   
      
Agora, não adianta perder a cabeça. Tem que haver reformas drásticas e muita agilidade na tomada de providências. A maior desonra agora será não encontrar o rumo definitivo dos propósitos de recuperação e transitar por muito tempo nas divisões inferiores do futebol. Porque está bem claro que só há lugares no andar de cima do campeonato brasileiro para os que o conquistam com trabalho eficiente, humildade e determinação.  

*Edson Almeida é comentarista esportivo do Galáticos na Itapoan FM

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