Ídolo do Bahia, Robgol relembra fase artilheira e histórias da parceria com Nonato

Autor(a): Redação Galáticos Online (Twitter - @galaticosonline) em 27 de Abril de 2020 21:35
Foto: Haroldo Abrantes / Correio

José Róbson do Nascimento, certamente, passa despercebido por grande parte da torcida do Bahia. Mas, não há um tricolor não lembre ou tenha saudades de Robgol.

O atacante fez história com a camisa do clube, no início dos anos 2000, e se tornou ídolo dos torcedores. Hoje, aos 50 anos, o ex-jogador conversou com a Equipe dos Galáticos e relembrou a passagem de sucesso por Salvador.

Antes, ele revelou onde e quando surgiu o famoso apelido. "O apelido veio na época do Náutico, em 96, quando fui artilheiro do Campeonato Pernambucano. Na época, o Batistuta era o Batigol. Então, porque o Robson não poderia ser o Robgol? Eu falei na época e o apelido pegou".

Em seguida, ele contou como chegou ao Esquadrão. "Tive oportunidades de jogar contra o Bahia, principalmente pelo ABC. De lá surgiu o interesse. Antes do Bahia, houve o interesse do Botafogo, onde passei três meses, mas não joguei. Aí fui para o Santa Cruz, onde me destaquei na Copa João Havelange e retornei para o Botafogo. Um mês depois, Houve uma ligação do professor Evaristo, perguntando se eu tinha interesse de jogar no Bahia. Por ser do interior, escutava a rádio Sociedade da Bahia e ouvia falar do Bahia. Eu já tinha o desejo de jogar no Bahia. Depois dessa ligação do Evaristo, o doutor Paulo (Paulo Maracajá) me ligou e acertamos".

Robgol também lembrou com carinho do bicampeonato da Copa do Nordeste, em 2001 e 2002, o título Baiano de 2001 e da fase artilheira. "Foram esses três títulos, dois da Copa do Nordeste e um do Baiano, pelo Bahia. A quantidade de gols não sei dizer, mas foram muitos e que me deixaram muito feliz", disse ele, que balançou as redes 53 vezes pelo clube. 

Porém, em 2002, uma desavença com o então técnico Candinho o tirou do Tricolor. "Foi verdade. Para renovar o contrato de 2001, fizemos uma renovação rápida, uma conversa curta com o doutor Paulo. No segundo ano, houve uma desavença entre o Candinho e eu. Eu queria permanecer no Bahia, que tinha renovado com o Candinho. Ao final do Brasileiro de 2002, quando brigamos para não cair, o Candinho falou que não me queria mais no grupo. Não foi possível a renovação. Surgiu o interesse do Paysandu, fechamos o contrato. Mas, com a relação forte que sempre tive com o Bahia, no dia da viagem, no aeroporto, perdi o voo de propósito. Mas, o presidente do Paysandu acabou conseguindo outro voo e eu tive que ir, chorando até lá. E acabou dando certo também, pois fui ídolo lá".

Ainda segundo o ex-atleta, as brigas com Candinho passaram por sua amizade com o também ídolo Nonato. "Nonato gostava de uma cervejinha, de dar uma saidinha (risos). Algumas vezes, o professor separava a gente, não treinávamos juntos. Isso também na concentração, pois concentrávamos juntos. Ele queria que eu desse notícias de Nonato, mas eu não dava, não iria entregar um amigo. Não precisava nada daquilo, pois o Nonato, quando chegava na hora do jogo, resolvia. Um dia antes, ele foi para Micarina. No outro, ele resolveu e fez  gol contra o Vasco. Ele me chamou 22h, antes do jogos, para ir em cima do trio. Eu perguntei se ele estava doido (risos). Ele foi e ainda resolveu o jogo pra gente no dia seguinte".

Outra marca da sua carreira, as cobranças de pênalti também foram abordadas por Robgol. "Muito treinamento. Sempre que acabava o coletivo, eu chamava o goleiro, o Márcio, e ficava treinando pênalti. Me recordo que perdi um pênalti contra o Vitória. Na preleção, o Candinho pediu para que eu mudasse a forma de bater, pois da forma que eu batia não dava espaço alguém pegar o rebote. Nesse dia, perdi. O Jean esticou a perna e defendeu. Já tinham feito até reportagem sobre minha forma de bater. Em 20 anos de futebol, acho que perdi uns cinco pênaltis só. E fui batedor de pênaltis em todos o clubes". 

Hoje, o ex-atacante permanece trabalhando com futebol, agora como empresário, após um período na política. "Procuro ainda estar no meio do futebol, empresariando. Tenho parcerias com empresários do Japão, onde joguei e fiz amizades. Costumo mandar garotos para lá. Procuro fazer um trabalho voltado para esse lado".

Ao final da entrevista, o ídolo tricolor garantiu que o Bahia ainda faz parte da sua vida. "Sou torcedor declarado do Bahia e do Paysandu. Dois clubes que tenho o maior carinho".


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