Jael, atacante do Bahia

por em 11 de Agosto de 2010 00:00

Entrevista concedida ao repórter Thiego Souza

- Faça um resumo da sua carreira.
 
Comecei no futebol lá em Cuiabá, no time do Gaúcho. O Gaúcho é um atacante que jogou no Flamengo, Palmeiras. Tive a oportunidade de sair de lá e ir jogar no Fluminense, onde atuei na base. Em 2007 fui para o Criciúma, onde joguei nos juniores e o final da série B. Em 2008 eu deslanchei, onde ajudei o Criciúma a ter uma ascensão no catarinense. De lá fui vendido para o Atlético(MG), onde joguei a série A, mas nos jogos finais aconteceu uma fatalidade onde não pude jogar pois o treinador preferiu colocar outro jogador para atuar. Depois fui para o Cruzeiro e depois para o Goiás, onde cheguei em março. Fui campeão goiano, a Copa do Brasil, seis jogos da série A e depois chegou ao alto de minha carreira, quando vim para o Bahia.
 
- Em 2009 você foi para o Cruzeiro, mas não se firmou. O que aconteceu ?
 
No Cruzeiro foi uma passagem muito rápida, onde nem cheguei a jogar. Fiquei três meses, machuquei e fiquei quase dois meses parado devido a uma lesão no tornozelo.
 
- O “casamento” que você teve com Nadson em 2009 foi considerado perfeito?
 
Com certeza né! Não só eu como ele fizemos gols, gols que ajudaram o Bahia e rendeu um casamento legal. Espero que possa ser com o Grahl esse ano, mas o mais importante é o Bahia estar lá em cima, estar brigando para subir e se Deus quiser ter o acesso esse ano.
 
- Você esperava se tornar ídolo da torcida no pouco tempo em que atuou no Bahia?
 
Eu falo para tudo mundo isso. Não me acho como um ídolo ainda, não sinto isso ainda. Acho que o ídolo é aquele cara que ganha títulos, que sobe e esse é meu pensamento para o Bahia, que é subir para a série A, ai sim posso pensar em me tornar um ídolo, mas enquanto isso sou apenas mais um, mais um guerreiro que está ai lutando, batalhando para subir o Bahia para a elite.
 
- Mesmo sabendo do amor da torcida pelo seu futebol, você optou em trocar o Bahia pela Suécia. Porque essa decisão?
 
Desde o começo das especulações sobre minha saída eu e meu empresários deixamos bem claro que no Brasil era o Bahia e se tivesse coisa de fora que a gente iria e dei minha palavra para ele, não pude voltar atrás. Aconteceu da gente acreditar no projeto da Suécia, infelizmente não deu certo, ou felizmente, pois estou de volta aqui hoje e espero que esse ano eu possa ajudar o Bahia a subir para a série A.
 
- Como foi sua passagem relâmpago pelo futebol da Suécia?
 
Foi uma passagem meia complicada, longe da família, meu filho nascendo, e eu sozinho, uma cidade fria. Machuquei lá também, tive poucas oportunidades. No momento que machuquei não voltei a jogar mais e aconteceram coisas extra-campo que me deixaram muito chateado e chegou a um ponto que não dava mais e resolvi voltar. Com 20 dias já queria voltar. Cheguei a falar para ele que iria comprar a passagem e ia embora, que depois eles resolviam, mas consegui a rescisão e estou de volta ao Bahia e espero poder corresponder mais uma vez.
 
- Em 2010, Jael volta com muito mais vontade do que em 2009?
 
Com certeza! Muita fome! Espero poder desempenhar um bom papel, um bom futebol. O que eu fiz no Bahia ano passado já passou, agora esse ano tenho que me dar mais, me cobrar mais, para poder me doar mais, dar mais de mim para ajudar o Bahia e eu e meus companheiros estamos focados no acesso do Bahia.
 
- Na sua avaliação, esse elenco do Bahia tem condições de levar o time para a elite?
 
Se você for ver no papel, não tem nenhum time da série B com o elenco do Bahia. É um elenco, porque sai um, entra outro, recompõe a altura. Então tem tudo para subir, tudo para dar certo. É só trabalhar, focar que nós podemos subir e assim conseguiremos colocar o Bahia na série A.
 
- Uma mensagem para o torcedor do Bahia
 
Tenho que agradecer ao torcedor pelo apoio que nos tem dado, que vem correspondendo muito. Agora é a gente dentro de campo fazer por eles e a gente sair com os resultados positivos e fazer a alegria dessa torcida.

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