Uri Valadão, campeão mundial de bodyboard

por em 12 de Maio de 2010 00:00

Entrevista concedida a Caroline Salgado


Quando você começou a se interessar pelo bodyboard?


Eu e meus irmãos Khael e Romeo tivemos uma infância de muito contato com a Natureza, tanto com o mar, quanto com florestas, praticando muitos esportes. Isso foi facilitado pelo fato de morarmos num condomínio fechado, com muito espaço e perto da praia. Além disso, sempre viajamos para locais paradisíacos pelo Brasil. Meu primeiro contato com a prancha foi quando eu tinha entre 8 e 10 anos, fato muito natural já que meus irmãos pegavam onda, o que facilitou muito meu aprendizado.

Quando você percebeu que a brincadeira virou coisa séria e se profissionalizou?

Quando eu tinha 12 anos apareceram na praia da Terceira Ponte, perto de onde moramos, dois rapazes querendo formar uma escolinha de Bodyboard, que hoje é a Gênesis. Uma dessas pessoas é o Márcio Torres, meu atual técnico e um dos grandes responsáveis pelo meu desenvolvimento. A partir daí comecei a encarar o esporte com muita seriedade, como minha verdadeira profissão.

Quais os principais desafios que encontrou na carreira?

O momento mais difícil foi quando eu não tinha patrocínio e era obrigado a ganhar os campeonatos para me sustentar no esporte e poder me bancar nas viagens.

Quem são seus patrocinadores?

Meus patrocinadores são Cobra D`água, Gênesis e Kpaloa. Estou aberto a novos patrocinadores que não sejam do mesmo segmento.

Qual é a rotina de um bodyboarder profissional?

Geralmente eu faço um treino específico na praia simulando competições bem cedinho, das 7 horas até às 10 horas da manhã. No final da tarde vou para academia fazer musculação específica para meu esporte e à noite faço fisioterapia. Essa é minha rotina praticamente todos os dias.

E sua alimentação, como é?

Minha alimentação é controlada por meu irmão mais velho, que é meu nutricionista. Como muitas frutas e verduras, mas de vez em quando um churrasquinho não faz mal. Com a saúde em dia, me sinto muito bem para encarar qualquer dificuldade no mar e me sinto mais preparado pra enfrentar as ondas grandes.

Um bodyboarder trabalha viajando pelo mundo. Como é pegar ondas em diferentes partes do planeta? Essa rotina se torna cansativa?

É muito trabalhar viajando, não tenho do que reclamar... Mas nem tudo são “flores”, minhas viagens geralmente são para competir e é preciso muita concentração e foco para conseguir os resultados desejados, não viajo para curtir e passear, pelo contrário, fico muito focado na competição e só saio do hotel para treinar e competir. Muitas vezes é desgastante, mas a competição está no meu sangue e eu adoro isso! Sem falar das ondas grandes que precisamos encarar muitas vezes correndo risco de vida. É uma realidade do meu esporte...

Em toda competição há momentos bons e ruins. Quais são suas melhores e piores lembranças nesse esporte?

A melhor lembrança é a de quando me tornei campeão do mundo em 2008. Também foi muito bom conquistar os títulos de Campeão baiano em todas as categorias, Bicampeão Panamericano, Tricampeão Latino Americano e Tetra Campeão Brasileiro. A pior, já disse, quando eu estava sem patrocínio.

Quais suas expectativas para o mundial 2010?

Quero ser bicampeão mundial. É um grande desafio, mas é minha meta e estou focado nela.

Qual seu roteiro para este mês?

Participei agora de 5 a 9 de maio da etapa de Búzios do Mundial e agora viajo para o Chile, para a cidade de Arica, onde acontecerá a etapa do mundial dos dias 14 a 23 de maio. Lá eu enfrento as ondulações mais perigosas do campeonato.

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