Diego Cerri fala sobre contratações, negociação com Gilberto e comemora bom momento no Bahia

Autor(a): Rafael Machaddo (Instagram - @rafaelmachaddogs) em 04 de Dezembro de 2018 18:24
Foto: Felipe Oliveira / EC Bahia

Desde o fim do jogo entre Bahia e Cruzeiro, em Pituaçu, no último domingo (02), muitos torcedores do Esquadrão já ativaram o modo ansioso que é comum nesse período do ano, por conta da expectativa pelo anúncio de contratações.  Em entrevista ao Galáticos Online, o diretor de futebol tricolor, Diego Cerri, falou um pouco sobre a necessidade de reposições para o clube, mas preferiu não especificar um número de reforços que deve chegar.

“Em relação a contratações, tudo vai depender agora quando a gente finalizar o processo das renovações, quem de fato vai sair, a gente vai ter que fazer reposições...  Sabemos que vamos ter que fazer reposições importantes, algumas delas já públicas, como o caso do Zé Rafael, o próprio Leo, enfim... A gente sabe que vai ter que fortalecer um pouco elenco e sempre objetiva alcançar um passo adiante em relação ao ano anterior. A gente teve 2016 que foi um ano ainda meio complicado, a gente subiu no finalzinho, em 2017 começamos um novo processo, agora em 18 e espero que em 2019 a gente consiga repetir. Mas ainda não sei precisar quantos jogadores nós vamos contratar”, afirmou.

Um dos principais motivos da ansiedade do torcedor, é a negociação pela permanência do atacante Gilberto. O dirigente afirmou existir uma boa possibilidade para isso e ressaltou que o clube fará tudo que for possível.

 “Se depender do nosso interesse, do nosso empenho para trazê-lo, eu espero que o negócio feche positivamente para o clube. Gilberto também tem interesse em ficar, agora como é um atleta que tem término de contrato, e não foi possível na vinda dele (um vínculo maior), vocês acompanharam a dificuldade que foi para trazer. Acho que foi uma cartada certa que a gente conseguiu dar e muitos clubes não conseguiram na janela. Nós contratamos pouco, mas contratamos certo. Mas agora como tem essa concorrência no mercado, nós estamos trabalhando muito. Já tivemos em São Paulo nesses dias conversando com o empresário dele, conversas com ele também... Tudo que depender da gente em relação a empenho, em alocar mais recursos, realmente colocar a parte financeira no que a gente puder fazer, nós vamos fazer para tentar a permanência dele. Se ele não ficar, pode ter certeza que a gente fez todos os esforços. Mas eu vejo como uma boa possibilidade. Tomara que finalize bem”, declarou.

Cerri também respondeu a um antigo questionamento de alguns torcedores, sobre o jovem Isaac, que veio do Fortaleza ao ser envolvido na negociação pelo lateral-direito Tinga, e sobre o atleta que viria da base do Ceará, por conta do empréstimo do volante Juninho.

“O Isaac até jogou no último final de semana. Jogou bem pela base, é um atleta bem jovem ainda, tem alguns anos ainda na base, mas está jogando bem, está se desenvolvendo cada vez mais. Foi uma troca com um atleta que naquele momento já não se encaixaria dentro da nossa equipe profissional, que era o Tinga. Então, acho que foi uma estratégia interessante que a gente tem adotado. Com relação ao atleta do Ceará, a gente ainda não chegou a uma solução. Estamos ainda em contato, nós temos uma boa relação com o clube, e talvez, pro ano que vem, a gente já inicia com um garoto interessante da base deles também. Acho que é um processo para você, em vez de simplesmente emprestar gratuitamente o jogador, que você possa tentar agregar jovens promissores dentro do clube”, explicou.

Por fim, Diego Cerri falou um pouco sobre o seu momento no Bahia. Ele comemorou a valorização do seu trabalho, que o fez receber propostas para ir trabalhar no Santos, e no Al-Wehda, treinado pelo amigo Fábio Carille, e a sua decisão de permanecer no Bahia.

“Eu acho que eu fiz a escolha certa. Criei um vínculo muito grande com o clube, desde funcionários, atleta, torcida... Me sinto bem no clube. Acho que essa é uma premissa para você decidir onde vai trabalhar, porque a gente acaba passando horas e horas durante o dia dentro do clube, e vê pouco a família. Eu acho que tem que se sentir bem no lugar onde você trabalha, ver boas perspectivas, ter autonomia para trabalhar, que é importante, e eu tenho aqui... Claro que convites fazem parte do meu cargo. Se você faz um bom trabalho, existem convites, mas a ideia é permanecer no clube, continuar desenvolvendo esse trabalho e eu espero que tudo dê certo. Que um dia, mais à frente, a gente possa ver que o Bahia está realmente consolidado no nível mais alto no Brasil”, disse.

Diego Cerri tem 43 anos e acumula passagens como executivo de futebol por clubes como Ceará, Redbull Brasil e Grêmio Barueri/Prudente. Ele chegou ao Bahia em agosto de 2016, na função de gerente de futebol, mas posteriormente assumiu a função de diretor de futebol.


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