Pontos importantes e torcidas exigentes

por Tarso duarte em 09 de Setembro de 2015 15:31

Os seis pontos conquistados pelos baianos nesta 24ª rodada e a presença de Bahia e Vitória no G-4, não parecem ter sido o suficiente para conquistar a confiança de torcedores tricolores e rubro-negros na Série B do Brasileirão.
 
O Bahia, que jogou em casa, sentiu na pele a cobrança dos pouco mais de 6 mil torcedores que enfrentaram um horário indigesto para acompanhar o triunfo por 1 a 0, sobre o Macaé.
 
Já tendo enfrentado a fúria da torcida, com direito a ofensas trocadas entre arquibancada e atletas do Esquadrão, o time treinado por Sérgio Soares ainda está longe de ser a equipe que encantou, com um esquema ofensivo, no primeiro semestre.
 
O time do Fazendão paga por ter feito a torcida criar expectativas após ver um futebol bem jogado, organizado. O time que atacava e defendia em bloco sumiu e Sérgio Soares já não consegue fazer o Esquadrão jogar com um padrão tático, que dê a regularidade que o time precisa entre uma rodada e outra.
 
Já o Vitória, que venceu pela primeira vez neste segundo turno após liderar a primeira parte da competição, segue oscilando dentro das partidas. O time de Mancini alterna momentos em que domina as ações, com outros em que o sistema defensivo fica olhando o ataque adversário.
 
Os pontos conquistados contra o Criciúma foram fundamentais não só por manter a equipe no G-4, mas pelo momento difícil que o time vivia. O triunfo tirou um grande peso das costas do time, que pode, mais uma vez, recuperar longe de Salvador todos os pontos que estão sendo perdidos no Barradão.
 
Os rubro-negros já deixaram uma crise que durou mais de um ano para trás, mas a torcida continua receosa. Os números no Barradão comprovam: caso queiram contar com um público com mais de 20 mil torcedores na Toca do Leão, a equipe vai ter que mostrar regularidade não só nos resultados, mas também dentro dos 90 minutos.
 
As torcidas mudaram
 
Tanto no caso de Bahia como no do Vitória, as torcidas parecem ter se tornado mais exigentes nos últimos anos. Um exemplo simples está há pouco menos de 10 anos atrás, quando os dois estiveram no porão do futebol brasileiro na época, a Série C.
 
Assim como acontece nesta temporada, o nível dos adversários era baixo. Bahia e Vitória não subiram com facilidade, mesmo contra adversários desconhecidos, mas ainda assim os públicos na Fonte Nova e no Barradão superaram as expectativas. Contra um time chamado Ananindeua, o Bahia colocou mais de 60 mil pessoas na Fonte Nova.
 
Naquela época, no entanto, a dupla BaVi conseguia exercer o domínio que um time grande tem obrigação de exercer, quando encara um time sem tradição, sem expressão.
 
Tricolores e rubro-negros não podem menosprezar ninguém na Série B, mas se encolher no seu campo de defesa, jogando em Salvador, atuando contra times como Oeste e Macaé? Com todo o respeito a paulistas e cariocas, não é aceitável.
 
As torcidas parecem ter aprendido isto. Se o time dele se encolhe contra os menores, como jogará contra os gigantes? Vamos subir, com as calças na mão, para sermos meros coadjuvantes mais uma vez?
 
Bahia e Vitória podem mais. No início do ano o Vitória vencia e era vaiado. Contra o Macaé o Bahia venceu e foi vaiado. Em ambas oportunidades a arquibancada teve razão. Esse pode ser o primeiro passo para que o futebol baiano seja grande de verdade.

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