Opinião - Com grandes poderes vêm grandes responsabilidades...

por Rafael Machaddo -Insta @RafaelMachaddoGS em 04 de Outubro de 2018 18:10

A frase que dá nome a esse texto é muito familiar para os amantes da cultura POP. Ela é de autoria do escritor americano, Stan Lee, atribuída ao personagem Ben Parker, tio do super-herói Homem-Aranha. Ela foi escolhida para traçar um paralelo com o atual momento do Bahia, que se classificou pela primeira vez para as quartas de final da Copa Sul-Americana.

Ano após ano, clubes emergentes comemoram classificações para a Copa Sul-Americana, geralmente, após um Campeonato Brasileiro mediano, ou lutando contra o rebaixamento. Contudo, muitas vezes, quando esses clubes se deparam com a disputa da competição, a importância dada a ela não é proporcional à comemoração quando a vaga é conquistada.

Muitos dos clubes que disputam a segunda competição mais importante da América do Sul não possuem recursos suficientes para manter um bom elenco que possibilite uma disputa tranquila na Série A e um planejamento de título sul-americano. Porém, contrariando a história recente, o Bahia iniciou o ano de 2018 montando um elenco que o possibilitava sonhar com vôos mais altos, pelo menos, inicialmente, no papel.

A verdade é que 10 meses se passaram, e entre erros e acertos no percurso, o Esquadrão passou pelo Botafogo e agora terá um adversário que vive um melhor momento na temporada. O Atlético-PR está em uma fase de ascensão e consolidação após a Copa do Mundo, principalmente após a saída do técnico Fernando Diniz e chegada de Tiago Nunes.

Já o Tricolor, muitas vezes é elogiado pela imprensa nacional por apresentar um bom futebol, porém, segue com resultados, sobretudo na Série A, que não condizem com toda a expectativa criada por algumas boas exibições e pelo elenco montado.

Diante do exposto, chegamos ao principal questionamento que esse texto propõe: Até onde esse time do Bahia pode ir?

O tricolor vive um momento muito delicado na disputa da Série A do Brasileirão, onde ocupa atualmente a 14ª posição, com 30 pontos, e precisa pelo menos de 15 pontos nas últimas 11 rodadas para escapar do rebaixamento. Por outro lado, está a seis jogos de uma conquista inédita de um título sul-americano.

Esse é o momento da temporada em que o elenco do Bahia precisa corresponder às expectativas que foram criadas. É hora de traduzir o desempenho tão elogiado em diversos momentos do ano em resultados satisfatórios, para que o time possa fazer uma reta final de Série A tranquila que o possibilite ir com tudo para a disputa continental.

Um rebaixamento seria um prejuízo incalculável. Exemplos de Goiás e Ponte Preta, vice-campeões da Sul-Americana em 2010 e 2013, e rebaixados nesses mesmos anos, mostram que clubes sem tantos recursos precisam ter cuidado ao conciliar essas duas competições, para que não tenha consequências danosas ao fim do ano.

O Bahia segue crescendo a cada ano após a implantação na democracia do clube e quer dar um passo a mais nesse processo. Uma conquista da Copa Sul-Americana certamente mudaria o clube de patamar. Contudo, é necessário que todos que cercam o clube, dirigentes, torcedores e imprensa, entendam que esse poder traz consigo uma responsabilidade igual ou maior.


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