Grupo 'Independente Tricolor' apresenta seus posicionamentos para eleições do Bahia

por Rafael Machaddo (@RafaelMachaddo6) em 03 de Outubro de 2017 00:00 com 0 Comentário

A equipe do Galáticos Online chega à 9ª entrevista com os grupos políticos que devem participar das eleições do Esporte Clube Bahia. Desta vez, o entrevistado foi o líder do grupo “Independete Tricolor”, Alexandre Jatobá.

Lembrando que todas as outras oito entrevistas já realizadas estão disponíveis na aba “Entrevistas” do nosso site, que você pode conferir clicando aqui.

O grupo “Independente Tricolor” foi fundado em 2014, próximo às eleições do clube, com isso não teve tempo hábil para montar uma chapa para concorrer a vagas no Conselho Deliberativo do clube. Hoje o grupo conta com cerca de 400 integrantes, todos sócios adimplentes do clube. Confira a entrevista na íntegra e conheça as posições do grupo.

1 – O seu grupo já definiu quem será o candidato à presidência do clube? Se sim, por que essa escolha? Se não, até quando pretendem definir? Existem nomes?

RESP: Nós não lançaremos um candidato para presidência do Clube, mas apenas chapa para Conselho Deliberativo. Em relação à definição sobre apoio a alguma chapa para Diretoria Executiva, nós pretendemos repetir como fizemos nas eleições de 2014: vamos convidar cada um dos principais candidatos para ouvir suas propostas e, ao final do último encontro, analisando todas as propostas de campanha, decidir se devemos apoiar algum candidato e qual seria. Inclusive, podemos chegar à conclusão de não apoiar nenhum candidato. A única certeza que temos para as eleições deste ano é que inscreveremos uma Chapa para concorrer ao Conselho Deliberativo com apoio dos mais de 400 integrantes do Grupo, todos sócios adimplentes do Clube.

2 – Quais grupos ou "personalidades" apoiam essa candidatura? Como eles serão importantes numa possível gestão?

RESP: Esta pergunta fica prejudicada em razão do exposto na resposta à primeira pergunta e também por não sabermos quem serão os candidatos à Diretoria Executiva até o presente momento. Esperamos a divulgação do calendário eleitoral para sabermos o prazo das inscrições das chapas e, por consequência, quem serão os candidatos. Somente após isso poderemos  ter condições de ouvir cada um dos principais candidatos, decidindo, em seguida, se apoiaremos algum, inclusive justificando nossa posição como resposta a esse pergunta.

3 – Quais são as principais propostas do seu grupo para um possível mandato para os próximos três anos?

RESP: Em caso de êxito no pleito eleitoral para o Conselho Deliberativo, os Conselheiros eleitos do Grupo terão como objetivos principais fiscalizar e cobrar de perto o cumprimento das promessas de campanha da Diretoria Executiva eleita, além das funções típicas legislativas do Órgão, em especial os temas sensíveis do Clube, como por exemplo, a questão dos CTs, a regulamentação do voto a distância e a criação de um plano de sócios com direito a voto e com valor mais popular.

A manutenção dos avanços na parte estrutural, operacional e transparência financeira do Clube precisam ser garantidas por qualquer que seja o Presidente eleito no final do ano. Isto é algo que vamos exigir sempre, pois sofremos durante muitos anos com a falta de Profissionalismo e não vamos abrir mão desta grande evolução.

Na tentativa de aumentar o número de sócios, somos a favor da criação de um plano mais popular, com uma carência de tempo pra voto maior do que a de 1 ano exigida no estatuto atual do Clube.  Além disso, a questão dos parceiros de aço, empresas que oferecem descontos aos sócios do clube, precisa ser divulgada de outras formas, como por exemplo adesivo nas lojas parceiras ou até mesmo um aplicativo que possa através da localização alertar ao sócio sobre o desconto nas proximidades de onde ele se encontra.

Sobre a base, entendemos que o investimento com metas bem definidas é um fator que deve ser priorizado, pois a negociação de atletas revelados pelas divisões de base é uma fonte de receita muito importante para todo clube e já tem dois anos que não conseguimos êxito neste quesito.

A Diretoria de Futebol precisa ser melhor avaliada, pois não podemos errar muito em contratações como nos últimos 3 anos.

4 – Qual o posicionamento do seu grupo sobre Fazendão e Cidade Tricolor?

RESP: Com a inviabilidade de utilizar os 2 centros de treinamentos, principalmente por causa do elevado custo de manutenção, acreditamos que o ideal seja a venda de um dos imóveis. Levando em consideração que a Cidade do Tricolor tem uma estrutura excelente e o terreno do Fazendão é mais central e valorizado, talvez seja a hora de nos despedirmos do Fazendão e colocá-lo à venda. O valor da venda deve ser debatido amplamente entre os sócios e entendemos que é necessário ter cautela para fazer o melhor negócio buscando equilibrar as nossas finanças.

5 – Como o seu grupo vê a parceria do Bahia com a Arena Fonte Nova?

RESP: A parceria entre Arena e o Bahia vem evoluindo, mas é evidente que muita coisa ainda precisa melhorar. Em 2015, os planos com acesso aos jogos foram unificados e isto foi um grande avanço, pois antes a Arena tinha seu plano próprio e concorria com o plano de sócios do Clube.

Outro ponto a destacar é a presença de diversos funcionários do Clube trabalhando na operação em conjunto com os Profissionais da Arena buscando evitar os transtornos no acesso dos sócios, problemas estes que eram muito comuns no começo.

O sócio do Bahia hoje já possui desconto na compra de ingressos para diversos eventos não futebolísticos que ocorrem na Arena, isto já é uma demonstração de que a Arena quer cada vez mais explorar esta parceria e aproximar cada vez mais o torcedor.

Hoje não temos um estádio próprio e a Fonte Nova sempre foi a casa do nosso torcedor, mas esta sensação de pertencimento ficou um pouco desgastada com os diversos problemas e promessas que nunca saíram do papel, como por exemplo a loja oficial do Clube dentro do estádio. A Diretoria do Bahia precisa mostrar cada dia mais o quanto importante é o seu torcedor para os negócios da Arena e buscar melhorar as condições em cada renovação de contrato.

6 – Como vocês avaliam a atual gestão do clube? Por favor, cite pelo menos um ponto que você julga positivo e um negativo da atual gestão do Bahia.

RESP: Entre os pontos positivos da gestão atual, podemos destacar a Profissionalização das áreas, a preocupação em honrar todos os seus compromissos obtendo maior credibilidade no mercado, e a busca pela redução da dívida.

Apesar do momento de crise econômica que vive o país, o Clube conseguiu bom número de patrocinadores e, mesmo com o “campo” não ajudando muito, atingiu a marca de 15 mil sócios ativos. Número louvável diante da crise, mas ainda é muito baixo para o tamanho da nossa torcida e é preciso fazer mudanças no plano de sócios, principalmente para tentar atrair um maior número de torcedores com menor poder aquisitivo.

O Futebol, que é o principal produto do Clube, ainda não tem dado o resultado compatível com as nossas tradições. Em 2015, fomos campeões baianos, mas, mesmo com o segundo maior orçamento da Série B, não conseguimos o acesso. Em 2016, o excesso de contratações para o acesso às duras penas custou uma boa grana vinda do Esporte Interativo e que atualmente vem fazendo falta no difícil campeonato que é a Série A, obrigando, inclusive, a realizar empréstimos.

Demissão de diretor de futebol no dia da reapresentação, carência de atletas de nível técnico alto, equívocos em contratações de jogadores lesionados ou sem jogar há tempo são alguns dos erros no futebol em 2017. Apesar disso, não podemos deixar de parabenizar pelo título da Copa do Nordeste, que o clube já não vencia desde 2002, mas perdemos o campeonato baiano, tivemos, mais uma vez, eliminação precoce na Copa do Brasileiro e, no Campeonato Brasileiro, o sofrimento na briga contra o rebaixamento continua e tem deixado nossa torcida muito preocupada. Nosso maior patrimônio é o torcedor e este precisa se sentir cada vez mais orgulhoso do futebol praticado pelo seu time.

7 – E sobre os atuais grupos de oposição, como os avaliam? Da mesma forma, por favor, se possível, cite um aspecto positivo e um negativo dos grupos que atualmente fazem oposição aos gestores.

RESP: Na democracia, as divergências constroem o conhecimento coletivo. No Bahia não é diferente. Existem conselheiros brilhantes, que sempre se destacam em suas colocações e seus posicionamentos e engrandecem o debate em prol do Clube.

Falando especificamente sobre o Conselho Deliberativo, nosso grupo já vem frequentando as reuniões na condição de ouvinte desde 2015 e a eleição proporcional garante a pluralidade de pensamento e ideias, sendo notório que a casa é muito bem conduzida pela mesa diretora.

Como pontos fortes nos grupos que ocupam cadeiras no Conselho Deliberativo, destacamos o grande capital intelectual e a pluralidade de opiniões. Ponto negativo surge quando percebemos em alguns uma dose de vaidade excessiva de raros membros, individualmente, associada a algumas discussões que poderiam ser suprimidas ou serem mais objetivos.

Ser de situação ou de oposição é uma condição que deve cessar ao final de cada discussão, pois todos ali são grandes Tricolores.

A Democracia ainda é "uma jovem" em pleno desenvolvimento em nosso clube.

8 - Qual o posicionamento do seu grupo sobre o voto à distância?

RESP: Somos a favor do voto a distância, mas este é um assunto que precisa ser analisado com muito cuidado, pois um processo eleitoral online precisa ter a garantia de que todos os requisitos de segurança da informação serão atendidos. Portanto, exige um estudo técnico e financeiro para a plena regulamentação.

Independente do local onde o sócio reside, a paixão pelo Clube é a mesma! Quem mora longe e não pode ir ao estádio com mais frequência sofre da mesma forma com as derrotas e também comemora da mesma maneira com os triunfos. Observamos bastante isso nas Embaixadas Tricolores por onde passamos, e é justo que esses sócios também tenham a oportunidade do voto.

Foto: Reprodução