Superior no clássico, Vitória segue preocupando

por Tarso Duarte (@tarsoduarte) em 03 de Julho de 2017 16:24 com 0 Comentário

Jogando em casa, o Vitória conseguiu mostrar mais vontade de vencer o primeiro clássico do Brasileirão e 2017, mas a falta de efetividade que atinge todos os setores na competição voltou a assombrar o ataque. Diante de um rival que vem caindo de produção e que mostrou também inspirar motivos de preocupação, o time comandado por Gallo teve boa produção no início do BaVi, perdendo a oportunidade de vencer outra equipe que deve seguir até o final da Série A lutando para não estar entre os quatro últimos colocados.

Decisivo para a sequência do rubro-negro, o BaVi mostrou que alguns pontos irão precisar ser contornados antes do time sequer pensar em sair da zona, no entanto o clássico também trouxe motivos de esperança.

Dentre os pontos positivos pós-BaVi, o Vitória pode ter encontrado no criticado Carlos Eduardo um nome para ser o sonhado organizador do time. Onde Dátolo e Pisculichi falharam miseravelmente, o ex-Atlético Mineiro teve início surpreendente e não se consagrou porque os atacantes não tiveram competência para transformar as oportunidades criadas em gol.

Maior defeito do time desde o início de 2017, quando Argel era o treinador, a organização da equipe evoluiu, ainda que timidamente. O rubro-negro segue respondendo com chutões quando pressionado, mas a criação ofensiva mostrou mais movimentação contra o Bahia, que não conseguiu executar os planejados contra-ataques.

Pontos negativos

Além de três pontos cruciais na briga contra o rebaixamento, o Vitória voltou a mostrar as mesmas falhas que colocam o time na 18ª posição do Brasileirão. A começar pela incapacidade de fazer gols contra um adversário abatido.

O Bahia sentiu o início da partida no Barradão e o Vitória não aproveitou as boas oportunidades criadas. Passado o domínio das ações, o rubro-negro por vezes viu o tricolor mandar no ritmo do jogo, mesmo com a posse de bola do Leão sendo superior.

Apesar de evoluir como grupo, o time ainda mostra pontos individuais que prejudicam demais o rendimento da equipe.

No ataque, como ficou evidenciado no clássico, David vem sendo a maior decepção. Após lesão sofrida por Kieza, ele foi o escolhido por Gallo para atuar na ponta esquerda, mas a fraca atuação do jovem travou a pressão que antes aproximava o rubro-negro de abrir o placar. David chegou a criar algumas boas chances em jogadas pela linha de fundo, mas os sucessivos erros em contra-ataques e as falhas na recomposição foram muito claras e prejudicaram. Em qe pese a decisão equivocado do treinador, que poderia ter escolhido Neílton para completar o ataque após a lesão de K9.

Outro que ainda segue longe de convencer é o lateral Geferson. Destaque na base do Internacional, o jovem baiano apoiou com pouca qualidade e por pouco não entregou a partida em lance do segundo tempo, quando perdeu o domínio de bola na defesa e precisou fazer falta para evitar o adversário de sair cara-a-cara com Fernando Miguel.

Na próxima rodada o Vitória tem uma chance de ouro. Em um Brasileirão de adversários difíceis, o Leão encara agora o lanterna, e mesmo atuando longe de Salvador precisa vencer.

A zona de rebaixamento é realidade justamente pelas decepções em momentos que tinha possibilidades reais para conseguir os três pontos. Além de reagir o Vitória precisa mostrar que pode pontuar, e rápido.