Passado ainda assombra o futebol baiano

por Tarso Duarte (@tarsoduarte) em 02 de Fevereiro de 2017 17:46 com 0 Comentário

Não parecia que o ano era 2017. Para começar, a assessoria de imprensa do Bahia mandou fotos do gramado para os profissionais de imprensa, que mal imaginava o que ainda estava por vir na noite desta quarta-feira (1º), quando o futebol baiano teve expostos problemas que perduram há muito tempo, mas que justificam claramente o por quê de nós termos apenas Bahia e Vitória em condições de representar o estado, que é apaixonado pelo esporte, mas que leva seguidos golpes cada vez que tenta ter esperanças de ver, por exemplo, um time como a Jacuipense dar um passo adiante no futebol profissional.

É triste demais ver a vergonha que foi o antes, durante e depois de Jacuipense x Bahia amarados ao time do interior. O clube de Riachão do Jacuípe é na minha avaliação um dos mais organizados do interior baiano. Junto com o Conquista, desafia a dupla BaVi com times técnicos, competitivos.

Infelizmente, forças fora do alcance do clube, parecem jogar contra.

Em uma temporada que os dois gigantes do estado estarão na primeira divisão, o primeiro jogo do Bahia no interior teve atraso por conta de atraso na chegada do gerador e um gramado onde é impossível praticar o futebol profissional.

Problemas de futebol amador.

Com tantos anos à frente da Federação baiana de Futebol, como é possível que o presidente Ednaldo Rodrigues permita a vergonha que aconteceu em Riachão do Jacuípe?

O sentimento que era de muita expectativa por conta dos investimentos feitos por Bahia e Vitória se transformou em uma ponta de decepção. Não só por parte das torcidas de Bahia e Jacuipense, mas por todos aqueles que sonham com um Baianão mais forte.

A fórmula mais enxuta do estadual e a parceria com a Copa do Nordeste são pontos positivos para o esporte no estado, mas de nada irão adiantar os avanços se a base, o alicerce, for tão frágil quanto se mostrou no estádio Eliel Martins.